RPet O que aconteceria com os cães se os humanos desaparecessem?

O que aconteceria com os cães se os humanos desaparecessem?

Segundo um artigo recente, as raças 'planejadas' seriam extintas e os cachorros voltariam a um estilo de vida selvagem

  • RPet | Do R7

A falta da presença humana mudaria o comportamento dos cães

A falta da presença humana mudaria o comportamento dos cães

Svetozar Milashevich/Pexels

Para muitas pessoas, os cachorros são seus melhores amigos. E isso é recíproco. Os pets querem sempre estar com os tutores — em viagens, passeios e até na ida a restaurantes, entre muitas outras coisas — e sofrem quando estão sozinhos em casa. Mas o que aconteceria com os cães caso os humanos desaparecessem da Terra? Um artigo publicado no The Conversation tentou responder se os nossos "filhos de quatro patas" sobreviveriam sem seus cuidadores.

Logo no início, o texto destaca que pelo menos 80% de cerca de 1 bilhão de cachorros do mundo vivem independentes, andando livremente, apesar de ser a espécie domesticada mais bem-sucedida da Terra, que evoluiu sob o olhar humano. 

Mas houve algumas "manipulações" feitas pelo homem, que sempre esteve em busca do cachorro perfeito. O cruzamento aleatório entre cães resultou em mais de 400 raças modernas, com misturas únicas de características físicas e comportamentais.

Antes criados para funções práticas, como pastoreio, caça e guarda, agora eles são os parceiros de seus tutores. Alguns especialistas sugerem que a companhia é apenas outro tipo de trabalho para o qual os humanos selecionaram os cachorros, dando maior ênfase à aparência. Os criadores desempenham um papel crucial nisso, fazendo escolhas deliberadas sobre quais características são desejáveis, influenciando, assim, a direção futura das raças.

Somos bons para os cachorros?

Alguns cães de focinho curto, como o buldogue francês, foram raças 'planejadas' pelo humano

Alguns cães de focinho curto, como o buldogue francês, foram raças 'planejadas' pelo humano

Megan (Markham) Bucknall/Pexels

Toda essa busca pela "raça perfeita" acabou impactando na saúde dos cachorros. O artigo cita, por exemplo, cães de focinho curto, ou braquicefálicos, como buldogues, shih tzus e pugs, que lutam para respirar devido às vias aéreas encurtadas. Eles também são propensos a taxas mais altas de problemas de pele, olhos e dentes em comparação com cachorros com focinhos mais longos.

Além disso, alguns deles, como buldogues franceses e chihuahuas, frequentemente requerem uma cesariana para dar à luz, já que a cabeça dos filhotes é muito grande em comparação com a largura pélvica da mãe. Essa dependência da cirurgia para reprodução destaca o impacto profundo da criação seletiva intensiva nos cachorros.

A vida dos cachorros sem a presença dos humanos

Se os humanos, subitamente, sumissem do planeta, muitas raças de cachorros que são dependentes de seus tutores para necessidades básicas, como alimentação, abrigo e cuidados com a saúde, teriam dificuldade de sobreviver, de acordo com o estudo.

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Mas, por outro lado, isso afetaria menos de 20% de todos os cães — aproximadamente a porcentagem criada por tutores. A maioria vive livremente e é prevalente na Europa, África e Ásia.

Os vira-latas seriam ainda mais comuns

Os vira-latas seriam ainda mais comuns

Freepik

Em última análise, um tipo diferente de cachorro surgiria, moldado pelo sucesso em saúde e comportamento, e não pelos desejos humanos, já que os cães não escolhem parceiros com base na raça.

Com o tempo, raças distintas desapareceriam, e o acasalamento irrestrito levaria a uma aparência uniforme de "cachorro de vila", como diz o texto, semelhante à dos cães em comunidades remotas dos povos indígenas australianos e vistos no Sudeste Asiático — no Brasil, os famosos "vira-latas", ou sem raça definida (SRD). Esses cachorros, geralmente, têm um tamanho médio, estrutura equilibrada, pelagem curta em várias cores, orelhas e cauda eretas. No entanto, variações regionais, como uma pelagem mais longa, poderiam surgir devido a fatores como clima.

A longo prazo, os cachorros voltariam a um estilo de vida canídeo selvagem. O impacto da seleção natural se tornaria evidente, com a sobrevivência dependendo de características como adaptabilidade, habilidades de caça e sociabilidade.

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