RPet Primeiro cachorro hospitalar da rede municipal de saúde é 'contratado' em São Paulo

Primeiro cachorro hospitalar da rede municipal de saúde é 'contratado' em São Paulo

Chamado Ademar, o pet faz parte da equipe de cinoterapia, técnica terapêutica que utiliza cães na reabilitação de pacientes

  • RPet | Do R7

Ademar é o primeiro cão hospitalar da rede municipal de saúde

Ademar é o primeiro cão hospitalar da rede municipal de saúde

Divulgação/Acervo SMS

Um vira-lata chamado Ademar é o primeiro cão hospitalar na rede municipal de saúde da cidade de São Paulo. O animal faz parte da equipe de cinoterapia, técnica terapêutica que utiliza cachorros na reabilitação de pacientes. Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), antes o pet recebia os cuidados informais da equipe do Hospital Dia (HD) Cidade Ademar, na zona sul da capital, e agora passou a fazer oficialmente parte do time.

A primeira pessoa a cuidar de Ademar foi a assistente social Luana Almeida Souza. Ela garantiu a guarda responsável do animal, que estava em situação de rua. Agora o cão tem casa própria, comedouros no estacionamento da unidade e até um crachá funcional (com sua fotinho 3x4).

"Sempre que ele percorre os corredores é uma alegria, as pessoas param para fazer carinho nele, abraçá-lo. É evidente quanto faz bem a todos", afirma o gestor do HD, o médico Ronald Maia Filho.  

Adestramento para visitas ao ambulatório

Ademar ganhou até um crachá do hospital

Ademar ganhou até um crachá do hospital

Divulgação/Acervo SMS

Antes de ser "contratado", Ademar passou por oito meses de adestramento com o instrutor Dalton Gameleira, "para poder se comportar dentro do ambiente hospitalar, já que é um filhote cheio de energia", explica o médico.

Ao estar apto para o cargo, o que ocorreu em agosto, o cachorro passou a fazer visitas ao ambulatório com o acompanhamento de Dalton. "Nosso objetivo foi alcançado, a humanização nesse caso beneficia pacientes e colaboradores", comemora. 

Os funcionários também se apegaram ao cão. Tanto que, durante o dia, passeiam com ele em momentos de descanso. Quando não está fazendo suas tarefas, Ademar fica na parte externa do hospital, onde ganha carinho de quem passa por lá.

"Nosso pet tem feito a diferença nos dias por aqui, transformou o ambiente, trouxe uma sensação de pertencimento a esse lugar", diz Ronald.

Cinoterapia está prevista em lei municipal

O projeto, que já desperta o interesse de outras unidades da rede municipal de saúde, recebeu as autorizações necessárias da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH), da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) e do Instituto Nacional de Tecnologia e Saúde (INTS) para que seja implantado como prática reconhecida e segura em hospitais.

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A cinoterapia está prevista na lei municipal nº 16.827/2018 e é uma prática adotada também no Hospital do Servidor Público Municipal (HSPM), na zona sul da capital, que atende funcionários da prefeitura e familiares. A iniciativa lá é resultado de uma parceria com a Guarda Civil Metropolitana (GCM), que "empresta" seus cães, alguns dias por mês e em datas comemorativas, para que eles interajam com pacientes oncológicos e idosos.

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