Muito prazer, sou Lidiane Shayuri!

Peixes, cachorros, pintinhos, gatos, porquinhos-da-índia e rãs africanas albinas. Os bichinhos que fizeram parte de uma infância feliz.

Fui resgatada pela Amora!

Fui resgatada pela Amora!

Iuhuull!!! A primeira postagem do BLOG!

Sejam bem-vindos!
É com muita felicidade e gratidão que inauguro este espaço. Neste momento, as ideias borbulham. Quero compartilhar muitas coisas e tenho certeza que vocês vão iluminar muito minha mente para trocarmos boas experiências sobre a causa animal. Antes, aproveito para me apresentar e falar um pouco do "lado animal" que tenho e o que me fez chegar até aqui.

A Lidiane foi uma garotinha enlouquecida pelos animais com uma avó mais doida ainda pelos bichos. Minha avó teve no seu imenso quintal de terra: gato, cachorro, tartaruga, coelho, sagui, galinha, porquinho-da-índia, papagaio, Pássaro Preto, periquito, maritaca e tudo o que naquela época era vendido em kombis e feiras livres. Estou falando de mais de 35 anos atrás na zona norte de São Paulo - onde a fiscalização era praticamente ou efetivamente inexistente! Entre as lembranças de infância, tenho nítida a imagem da minha avó parando uma kombi e comprando galinhas vivas! Eu achava aquilo o máximo. Pedi para colocá-las no colo e minha avó com medo de que eu tomasse bicadas, dizia que se eu as derrubasse no chão, os ovos que elas carregavam na barriga se quebrariam!!

Casa de vó gera fascinação nas crianças, não? Eu contava os dias para a próxima visita e cada vez que o encontro acontecia, uma história de bicho diferente vinha à tona. Uma vez, ela contou que avistou uma turma de garotos que "brincava" de arremessar filhotes de gatos uns para os outros na rua. Na hora ela repreendeu todo mundo, recolheu os bichanos e os levou para casa. Depois era aquela saga para encontrar quem adotasse. Mas sempre ficava tudo bem. Ou eles ficariam com ela, ou alguém bacana aparecia. Cansei de vê-la alimentar filhotes na mamadeira e aquilo me encantava. Meus olhinhos brilhavam.

Voltava para casa com a imensa vontade de ter um bichinho só para mim. Com 5 anos finalmente consegui ganhar um aquário. Não era aquelaaaa interação que eu queria, mas tudo bem! Meus peixinhos tinham nome e eu passava horas em frente aquele vidro com pouco mais de 100 litros de água. Era a minha TV!

Amei o aquário mas queria mais. Meus pedidos de fim de semana eram: ir a casa da minha avó, às exposições de animais (quem tem mais de 40 anos deve se lembrar!),  comprar exemplares da revista "Cães e Cia", da enciclopédia "O Mundo dos Animais" e alugar VHS sobre bichos! Eu assistia parto de panda com o mesmo entusiasmo das outras crianças que viam filmes da Disney.

Com 8 anos ganhei meu primeiro cachorro! O Cherry era um maltês que veio numa cestinha de vime (era chique esse tipo de casinha pet em 1989!), com pedigree e muita pompa. Ele cresceu, cresceu muito aliás, bem mais que um verdadeiro maltês! O pedigree era falso, mas o amor já era irreversível. Cherry virou meu mundo. E como uma criança que morava em casa com quintal, meu mundo poderia expandir...

E expandiu! Certo dia apareceu um gatinho fofinho andando perto de casa. Via que a vizinha às vezes o alimentava e eu queria cuidar dele também. Meus pais me proibiram. Então esperava um descuido, pegava bolacha de água e sal e corria para a garagem. O gatinho apareceu, se aproximou e eu deixei os pedacinhos de bolacha. Deu certo! Ele comeu. Dali a pouco, além dele, uma gata apareceu. Meus pais descobriram. Brigaram, eu chorei, mas já era tarde. Eles tinham aprendido o caminho para minha garagem e para meu quintal. A gata apareceu grávida! Deu cria dentro da máquina de secar roupas da minha mãe!! Pânicooo em casa e eu ainda mais apaixonada por aquilo tudo. Depois do nascimento dos gatinhos, levamos todos para castração. 

Cresci dando muito trabalho aos meus pais que na época moravam de aluguel. Cada casa alugada era adaptada com telas nas janelas e portões. Pelas minhas mãos ainda passaram mais gatos, porquinhos-da-índia, rãs albinas, o Toy - um Dachshund incrível que inclusive me fez desistir de ser veterinária. 

Toy foi diagnosticado com um problema grave no intestino quando completou 1 ano e meio. Eu tinha 12 anos. Lembro dos meus pais o levando na saída do colégio para otimizar o tempo. Saímos direto para o hospital veterninário. Foram várias semanas de tratamento incluindo soro, transfusão de sangue, alimentação na seringa, muita torcida, tristeza e por fim, a sensação de impotência que uma criança de 12 anos não conseguiu assimilar. Naquela época, doença tratada para mim deveria ser doença curada. Eu não entendia. Pensei que se fosse para crescer, virar veterinária e mesmo com toda dedicação, correr o risco de perder um bichinho, não deveria ter essa profissão como própósito de vida. Ali ficou o sonho de criança.

Para resumir, o último cachorro que tive na casa dos meus pais foi um vira-lata creme, quase um labrador, que apareceu no portão. O Léo me ensinou o sentido de parceria na vida adulta! Ele me esperava no ponto de ônibus todas as noites durante meu segundo ano de faculdade. O ponto era num local ermo e lá estava o Léo me esperando! Era meu guarda-costas mesmo!! Na época, como ele vivia na minha rua, eu o alimentava e deixava o portão da garagem entreaberto para ele circular à vontade...Até que a carrocinha - veículo utilizado pelos Centros de Controle de Zoonoses das prefeituras para recolher das ruas os animais desamparados - passou e o laçou. Os vizinhos contaram para minha mãe e ela o buscou.

Quando Léo voltou, entendi que "a tal liberdade" não era possível, muito menos sadia e segura. Ele definitivamente passou para o lado de dentro do portão. Passeava diariamente com ele. Léo ficou conosco por uns 8 anos, até que um câncer o levou.

Fiquei sem bicho por anos. Foi a época que casei, saí de casa, minha filha nasceu, me separei, casei de novo e dali um tempo, um novo cão. Meu marido comprou o Astor, um Chow-Chow dócil e incrível. Pouco antes do Astor partir, resgatei a Amora, uma vira-lata pura, assim como eu! E logo depois, meu marido comprou o Salomão, um shar-pei.

Com a minha proximidade com a causa animal, decidimos lá em casa que Salomão foi o último cachorro comprado. Pedigree e raça não definem amor!

Por falar em amor...Vira e mexe um bichinho cruza meu caminho. Vira e mexe a causa animal me sensibiliza de diversas maneiras. Vira e mexe, me vejo no meio de alguma rua deserta na volta do trabalho para tentar alimentar um cachorro ou até pegar algum desnorteado. Essas ações aliadas às redes socias e a vontade de falar cada vez mais sobre esse universo, me traz aqui!

Muito prazer, sou Lidiane Shayuri Hayashi, 41 anos e apaixonada por animais desde sempre! Bora seguir juntos?! Que fique claro: por aqui, ninguém solta a pata de ninguém!

Alguns pets que marcaram minha vida!

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