Que tal ter um pet? Ou mais um pet?

Especialistas dão dicas e orientam o que deve ser levado em consideração na hora de aumentar a família

Eu não sei você, mas quando um bichinho aparece no meu caminho e olha para mim, eu sorrio! Os animais despertam uma alegria instantânea, um momento de felicidade gostoso e abrem aquela nossa portinha secreta, muitas vezes desconhecida do mundo social: a nossa face engraçada. Várias vezes eu altero meu tom de voz e a deixo infantilizada para falar com os meus cachorros. E repito isso quando encontro outro pet por aí, independente do local.

Imagino que aí do outro lado esteja um interessado pela causa que talvez já tenha sentido muita vontade de pegar os bichinhos por aí e levar para casa também! Eis o ponto! Aumentar a família com pet é maravilhoso. Aliás, DEVE ser algo incrível para todos os envolvidos.

Se você pensa na possibilidade de ter o primeiro pet, parabéns!! Compartilho aqui o Podcast 4 Patas, do Julinho Casares,  com todas as orientações, dicas e reflexões sobre a entrada responsável de um pet na família.

Já tenho um pet e quero outro!

Agora se você já tem um pet e quer outro, vamos conversar! É fundamental procurar orientação. Dicas simples podem te fazer enxergar com clareza a realidade e avaliar se a vontade e a razão estão em harmonia.

Abordei o tema com o Richardson Zago, adestrador comportamental de cães há mais de 24 anos:

No caso de gatos, a doutora Juliana Damasceno, especialista em comportamento felino, destaca o que deve ser observado na hora de escolher uma nova companhia:

Eu confesso que sofro semanalmente com a vontade de ter mais pets em casa. Me comovo com histórias, sinto de verdade um desejo imenso de poder resgatar TODOS os animais que cruzam meu caminho. Mas já observei todos esses pontos citados acima e sou responsável. O máximo que consigo fazer é deixar potinhos de comida e água pelas ruas. Já levei alguns pets para casa e me deparei com o seguinte cenário : Salomão, o shar-pei descolado, curioso, que faz amizade até com a parede, gente boa toda a vida, e a Amora, a minha vira-lata caramelo pura, temperamental, ciumenta, medrosa, que não permite a aproximaçao de novos animais. Talvez algo que possa ser trabalhado? Talvez! Mas até para isso teria que ter auxílio de um profissional, mais disponibilidade de tempo e dedicação para que fosse possível. E hoje, confesso, não consigo.

Puxei esse assunto aqui no BLOG ao observar a prática cada vez mais frequente da devolução de animais nos eventos de adoção. Ficou supreso?? Pois eu fiquei em choque a primeira vez que presenciei uma cena desta. De forma resumida: um casal apaixonado foi ao evento de adoção no início da pandemia. Saiu de lá com 2 cachorros. Dois anos depois, o "amor" do casal terminou. Eles moravam em uma casa alugada. A mulher saiu de casa. O moço devolveu a casa e depois  foi até o evento de adoção para devolver os cachorros. A justificativa foi a de que ele voltaria a morar na casa da mãe e que ela não queria cachorro. Conclusão: o abrigo imediatamente os acolheu. Ele entregou os cães à uma voluntária do abrigo ali na minha frente e simplesmente virou as costas. Aqueles cachorros tentaram puxar as guias com todas as forças, na tentativa de ir atrás daquele que tinham como tutor. Eles não latiam. Ele uivavam. Uma dor de estremecer qualquer coração. De levar as lágrimas quem estava ali, impotente diante do "descarte". Infelizmente  vejo essa cena se repetir praticamente toda semana. Fora esses casos típicos de separação de casais, os argumentos são os mais variados. Do tipo: (...) Não dá! "Ele" comeu a casa toda em uma semana. Ah, quando cheguei em casa, "ele" avançou nos outros animais que tenho. Eu "o" adotei para minha mãe, mas ela decidiu que não quer e eu vim aqui devolvê-lo(...)

Olha, não sou absolutamente melhor do que ninguém para julgar as atitudes e motivações de cada um, mas percebo que são situações completamente EVITÁVEIS. E quando sinto vontade de sair esbravejando, afinal sou ser humano, respiro e penso que pelo menos aquele animalzinho está de volta ao abrigo, não foi abandonado nas ruas. O que está ruim, infelizmente poderia ser pior.

A protetora indepentende de animais, Jussara Tenório, responsável pela @benditopetsp ,uma iniciativa em Guarulhos, São Paulo, explica o que observa quando acontece um caso de devolução de animais:

Ter um pet é bom, dois, três ou mais pode ser incrível mesmo, desde que seja algo planejado, pensado e acima de tudo muito querido! Agradeço a companhia! Aqui, ninguém solta a pata de ninguém!

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