Animal de estimação não é brinquedo

O caso da cadelinha Bisteca mostra a importância de educar as crianças sobre como tratar os animais da casa 

Cadelinha sofre lesão na coluna após queda. Caso alerta para a importância de orientar crianças sobre cuidados com pets

Cadelinha sofre lesão na coluna após queda. Caso alerta para a importância de orientar crianças sobre cuidados com pets

Reprodução

Na noite deste sábado, 10 de fevereiro, recebi uma série de mensagens no meu Instagram pedindo ajuda para uma vaquinha digital para custear o tratamento de uma cadelinha em estado grave.

Isabella e Fernanda, as novas tutoras, disseram que acolheram esta pequena há cinco dias. Elas me contaram que a Lulu da Pomerânia, que ganhou o nome de Bisteca, foi jogada para o alto por uma criança e caiu direto no chão, perdendo os movimentos. E que, depois da queda, ainda passou a noite toda sem atendimento médico antes de ser levada para o veterinário, onde recebeu como sugestão a eutanásia.

Enfim, ela não foi sacrificada e, no lugar disso, ganhou uma nova família e está sendo amada e cuidada, mas o custo para salvar esta vida é alto e, por isso, foi criada a vaquinha. E nós divulgamos o caso nas redes sociais para que elas consigam o valor necessário.

Mas eu preciso muito aproveitar este caso triste para fazer um alerta. A cadelinha está assim porque foi tratada como um bicho de pelúcia. Como todos vocês sabem e podem relembrar nos meus textos anteriores, minha história recente como pai de cachorro começou com a chegada de um Lulu da Pomerânia na minha vida, nosso Paçoca. E quatro deles fazem parte da minha vida.

Justamente por isso, muita gente me pergunta sobre características da raça e uma das minhas respostas começa com outra pergunta: você tem criança pequena em casa? Se a resposta é sim, minha dica é para não escolher um Lulu, um animal, em geral, frágil e que, sim, parece um bicho de pelúcia, fazendo com que a chance de que ele seja tratado como tal, num momento de distração dos pais, seja gigantesca.

A verdade é que precisamos ter muito cuidado porque estamos falando de vidas e isso, independentemente de raças e tamanhos. O meu filho vira-lata, o Hambúrguer, é de todos aqui de casa o mais difícil de segurar. Porque ele se "derrete" no colo, escorrega mesmo, claramente tentando demonstrar felicidade por estar sendo acolhido, mas isso torna difícil para uma criança segurar com firmeza o menino.

É claro que não podemos generalizar e muitos pais de humanos são também pais cuidadosos de cachorros e estarão sempre atentos, mas todos nós sabemos que garantir este "sempre atentos" não é nada fácil, especialmente com bebês e filhotes juntos.

E, na outra ponta, se temos um cão grande, uma brincadeira ou reação também pode ferir a criança e causar um trauma.

Gente, histórias como a da Bisteca, infelizmente, são muito mais comuns do que a gente imagina e estes pequenos não merecem sofrer. Combinar crianças e animais de estimação é definitivamente a melhor escolha que uma família pode fazer, mas ela exige muita responsabilidade e cuidado. Bicho não é brinquedo.

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