Pai de Cachorro 'Desce, Hambúrguer.' O ponto final de todas as frases da Ana

'Desce, Hambúrguer.' O ponto final de todas as frases da Ana

Nosso caçula não perde nenhuma oportunidade de roubar comida

A gente não pode dar bobeira com comida perto do Hambúrguer

A gente não pode dar bobeira com comida perto do Hambúrguer

Arquivo pessoal

"Amor, já tô saindo. Desce, Hambúrguer."
"Você viu minha chave? Desce, Hambúrguer."
"Vamos jantar? Desce, Hambúrguer."

Praticamente todas as frases da Ana aqui em casa terminam com “desce, hambúrguer”, obviamente porque ele sobe em tudo.


Mas vamos explicar.

Você que está lendo este texto tem irmãos?  São mais novos? Mais velhos? Ou você tem muitos filhos? Todos foram criados da mesma forma? Sabemos que a resposta é não e, realmente, não há nada de errado nisso. Nós mudamos, nossa vida muda, nossa renda, nossas informações e tudo isso vai ter efeito na criação dos nossos filhos.

Vou começar falando da minha família. Eu sou o mais velho e tenho três irmãos: Larissa, Vinicius e João Paulo, como já contei num texto anterior sobre nossa primeira cachorra.

O fato é que, mesmo com uma diferença pequena de idade entre nós, o momento de vida dos nossos pais, de trabalho, a experiência e muitas outras coisas eram diferentes no momento em que nascemos e fomos educadas. Os valores são os mesmos, mas muita coisa foi diferente.

Com os filhos caninos ou felinos não é diferente. Ana, minha esposa, nunca tinha tido um cão quando o Paçoca chegou, e vamos ter um texto todo sobre isso em breve. Foi o primeiro pet na casa de uma mulher com uma mãe (minha sogra que eu amo) que pede para que as pessoas que entram na casa dela usem protetor de sapato, aqueles que ficaram famosos na pandemia.

Na casa dela, aquilo já está na porta de entrada para QUALQUER convidado usar há muitos anos, bem antes da Covid-19. O objetivo é proteger o tapete branco.

Então, tente imaginar como o Paçoca foi um desbravador. Ana queria o cachorro, mas com 1 milhão de regras. “Na cama jamais” era só um delas. Tadinho, não foi fácil (ela vai ficar louca quando ler isso).

Mas a verdade é que cada um que chegou depois encontrou uma quantidade infinitamente menor de regras. E, hoje, a gente acorda com três deles na cama porque o Paçoca é calorento e não aguenta.

Ainda temos regras, mas não tão rígidas. O Hambúrguer, por exemplo, espera ela pegar no sono para subir sozinho na cama. Mandioca e Cafezinho pedem pra subir já perto de amanhecer. Eu pego os dois e Ana não reclama, uma evolução na minha opinião.

Mas falando sobre o Hambúrguer, o tema deste texto. Primeiro, ele é maior que os outros e sobe onde os três não conseguem. Mas a questão é que a gente deixou ele mais solto mesmo. O cara veio doente, quase morrendo, venceu uma parvovirose, venceu a fome, a rua e até alguma violência, a gente desconfia. Eu acho que a gente acabou “amolecendo” os limites e ele aproveita. É uma “falha” nossa, fato. Mas é difícil fazer diferente, pelo menos pra mim.

Por isso, a gente tem que ficar de olho nele sempre que tem comida dando bobeira. Porque ele consegue subir na cadeira e roubar algo se a gente der mole.

Só um minuto, já termino o texto…

- Desce, Hambúrguer!

A gente vai acabar ensinando, ou não. Mas ele tá feliz e a gente também.

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